PADRE ALVES BRÁS

Casa Museu

 

A “Casa-Museu Monsenhor Alves Brás”, que se ergue “sob o signo da Cruz”, resulta do despertar, no seio do Instituto Secular das Cooperadoras da Família, de um processo de maturação do sentido do dever de registar, guardar e promover o espólio que encerra a memória da vida e obra de seu Fundador, para possibilitar às futuras gerações o acesso à sua história e respectivo património espiritual.

 

Herdeiro do seu carisma e também dos seus bens, o Instituto começou a olhar para Casegas como o ventre materno propício a conservar, proteger e eternizar essa memória. Assim foi germinando a ideia da aquisição da casa que lhe servira de berço. Não pelo seu valor patrimonial, ou traça artística, mas pelo valor simbólico da vida que abrigou e projectou, tornando-se agora, como disse o Bispo da Guarda, uma janela aberta para o infinito.

 

A ideia de uma Casa-Museu foi-se desenhando no contexto do projecto de recuperação do edifício, destinado a perpetuar a memória do Fundador, qual fonte manante do carisma e da espiritualidade subjacente à sua vida de homem, de Padre e Apóstolo da Família e dos pobres.

Concluídas as obras de restauro e adaptação, seleccionadas, catalogadas e ordenadas as peças, aí estão expostos objectos, portadores, cada um, de um testemunho único, através dos quais podemos chegar a conhecer os traços essenciais do perfil psicológico, espiritual e apostólico do Padre Brás, mas também do ambiente familiar, cultural e social que lhe forjou a alma.

 

Dulce Teixeira de Sousa, Coordenadora Geral do ISCF

 

O percurso da visita à Casa-Museu torna-se mais do que uma visita ao passado de uma história parada no tempo, de tipo arqueológico ou etnológico, para se converter num campo aberto à boa semente ou num espaço que se deixa invadir por uma luz superior (…) Essa ligação misteriosa tem como suporte a trave da Cruz, a qual atravessa toda a construção. Mais do que símbolo da dor e sofrimento que acompanharam o P. Brás, a Cruz emerge como âncora de salvação e como sinal do inefável amor de Deus à humanidade, por ele proclamado e vivido.

 

A Cruz continua a falar uma linguagem que o Servo de Deus bem compreendeu. Na Cruz brilha a alegria do perdão divino e a certeza da reconciliação, libertando os corações dóceis do temor e da incerteza que, de outro modo, os podem sufocar. O percurso das vitrinas e painéis “sob o signo da Cruz” constitui, afinal, a chave de compreensão da vida daquele que tudo fez por se identificar com Cristo.

 

Deste amor apaixonado por Cristo o P. Brás viveu e deu testemunho: “Eu sigo o caminho do amor, é o caminho que vos deixo”.

 

Mons. Arnaldo Pinto Cardoso, Postulador da Causa