João Branco esteve em Donas por ocasião da homenagem ao Pe. Brás, inserida na celebração do centenário da sua Ordenação Sacerdotal, onde deu conta de uma graça obtida por sua intercessão. Conhecedor da sua Obra e admirador do seu carisma, João Branco deixa-nos aqui o seu testemunho sobre a peregrinação, que decorreu a 14 de setembro de 2024, e a figura do Pe. Brás.
Ao chegar à pitoresca aldeia de Donas, no Concelho do Fundão, fui acolhido pela tranquilidade do local e pela grande beleza e simplicidade da Igreja de Donas. A igreja de arquitetura tradicional é, sem sombra de dúvidas, um símbolo de fé e história para a comunidade local.
Neste dia especial, a igreja estava decorada com flores e velas, criando um ambiente acolhedor e festivo. A comunidade local e visitantes, tal como eu e meu amigo Jorge Morais que me acompanhou, vieram de várias partes para participar na abertura do Ano Jubilar do Centenário da Ordenação Sacerdotal do Pe. Joaquim Alves Brás, uma figura muito querida e respeitada.
A celebração começou com a oração do Terço, seguido de Missa solene, presidida pelo Reverendíssimo Senhor Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, contando também com a presença do Pároco de Donas – Pe. Luís Nobre; de Mons. Matos – Postulador da Causa de Beatificação do Pe. Brás -; do Pe. Morgadinho, de Carcavelos e do Pe. José Dionísio, da Covilhã. Nesta celebração participaram muitos membros e amigos da Família Blasiana.
Após a Missa foi descerrada uma lápide alusiva ao evento, bem como me foi dada a oportunidade de divulgar uma graça que recebi por intercessão e proteção do Venerável Pe. Brás.
Esta peregrinação constituiu para mim um sentimento de renovação espiritual e gratidão, levando comigo a inspiração para continuar a viver os valores ensinados pelo sacerdote, designadamente a importância de uma vida centrada na fé e na espiritualidade. Relembrando que ele encorajava as pessoas a manterem uma relação próxima com Deus através da oração, da participação nos sacramentos e na leitura das Escrituras.
A caridade foi um dos pilares da sua missão. Ele acreditava no serviço aos outros, especialmente aos mais necessitados. Por isso, fundou várias instituições para apoiar os mais necessitados.
O Pe. Brás valorizava a educação como meio de transformação pessoal e social. Tinha um profundo respeito pela família e via nela a base da sociedade. Promovia a união familiar, o respeito mútuo e a educação dos filhos dentro dos valores cristãos. Via o trabalho como forma de dignificar a pessoa humana. O Pe. Brás incentivava o trabalho honesto e a responsabilidade, acreditando que cada pessoa tem um papel importante a desempenhar na sociedade.
Promovia a ideia de uma comunidade unida e solidária, onde todos se ajudam mutuamente. Acreditava que a solidariedade e a cooperação eram essenciais para construir uma sociedade mais justa e fraterna.
O Pe. Brás ensinava a importância de manter a esperança e a perseverança, mesmo diante das dificuldades. Ele acreditava que a fé em Deus e a confiança no futuro eram fundamentais para superar os desafios da vida. Esses valores continuam nos dias de hoje a ser promovidos pela Família Blasiana, através das diversas Instituições que ele fundou, mantendo vivo o seu grande legado.
Considero o Pe. Joaquim Alves Brás, um Santo, pese embora ainda esteja a decorrer o seu processo de Beatificação, que se respeita. Dou testemunho da importância de se rezar diariamente a Novena bem como a Oração a pedir a sua Canonização.
Gostaria de agradecer humildemente a oportunidade para participar nesta peregrinação, relembrando que tive conhecimento da Obra do Pe. Brás pelo Boletim para a Causa de Beatificação nº 85 de 2016, que me foi dado na altura na Igreja Paroquial da Parede.
João Branco – Parede